NO 150º ANIVERSÁRIO DAS APARIÇÕES EM LOURDES

 

(1858-2008)

 

 

Gruta das Aparições

 

 

MEMÓRIA DAS APARIÇÕES EM LOURDES

 

 

«Quando se viu uma vez a Virgem, a qualquer sacrifício estaria disposta para a voltar a ver.»

Santa Bernardette

 

 

 

Bernardette, no dia 11 de Fevereiro de 1858, foi, com a irmã e uma amiga, juntar madeira perto de Massabielle, ao longo do Gave. Quando passava o riacho, ouviu um ruído estranho que vinha de uma gruta: «Eu vi uma Senhora vestida de branco». Bernardette fez o sinal da cruz e recitou o terço na presença da Senhora. A seguir, deixou de a ver quase instantaneamente. Esta a primeira Aparição.

No dia 14, Bernardette sentiu uma força interior que a levou a querer, de novo, ir à Gruta, apesar do desacordo de seus pais. A mãe, perante a sua insistência, anuiu. Depois da primeira dezena de terços, viu, de novo, a Senhora. A pequena Bernardette lançou-lhe água benta. A Senhora sorriu e baixou a cabeça. Logo que foi concluído o terço, a Senhora desapareceu de novo. Assim terminou a segunda Aparição.

Nestas duas primeiras Aparições, a Senhora esteve em silêncio.

No dia 18 de Fevereiro, a Senhora dirigiu, pela primeira vez, a palavra a Bernardette: «Eu não te prometo dar-te a felicidade neste mundo, mas num outro. Queres fazer-me o favor de vir aqui durante quinze dias?»

Nessas visitas á Gruta, a Senhora identifica-se: Ela é a Imaculada Conceição. Ela é Maria, a Mãe de Jesus.

 

Bernardette (1844-1879)

 

Assim, Bernardette tornou-se uma criança vidente. A imagem sacra de Maria está ali. Presente, interveniente. Atenta ao pecado, à dor, à humanidade em busca de auxílio. Sobretudo, a protecção na doença implacável, a que Jesus fora tão sensível na sua peregrinação terrena.

A visão, a palavra, o sorriso e o gesto impressionam Bernardette, até ao limite. Como é possível acontecerem-lhe tais maravilhas? Inicia-se, na sua vida, um tempo novo, de contemplação e de reflexão. Tudo agora é, para ela, um momento que passa sobre as horas perfumadas da sua existência perante o olhar de Maria.

O povo segue-a, ao saber de tais intervenções divinas na Gruta que Bernardette visita. Por sua vez, as autoridades exigem que ela seja ouvida, como se tivesse cometido um crime. O diálogo com as coisas sacras não é bem visto pela sociedade que define Deus como uma entidade muito distante.

É o delírio dos crentes e a alucinação dos descrentes.

Nas montanhas dos Pirinéus, a luz de Cristo surge no rosto luminoso de Maria.

 E Bernardette dá testemunho, entoando bem alto o som da voz carinhosa, mas com um forte aviso do Céu, que deixou de poder esperar. O Céu surgiu na Gruta da montanha e ali deixou a Sua Morada. Uma Morada talvez eterna. 

 

11 de Fevereiro de 2008

Teresa Ferrer Passos*

*Ortónimo de Teresa Bernardino.

 

 

 

 

 

CELESTE MÃE

 

Eu vi d’Amor vestida essa donzela

Com rosas nos cabelos cor de ouro…

Ela vinha-me dar um bom agouro,

Ela vinha cessar minha procela.

 

E disse pra mim mesmo: «Quem é Aquela

Por quem os Amorzinhos fazem coro?

Será a tal? Será o meu tesouro?

Quem é que vem na noite meiga e bela?»

 

Ela me disse: «Eu sou a Mãe do pobre

Nascido como poucos pra ser nobre

E pra reinar no meio das estrelas…

 

Não me temas, meu filho, eu sou a Rosa

A quem tu chamas Mater Dolorosa

E venho terminar tuas procelas.»

 

PAULO JORGE BRITO E ABREU

 

 

 

 

[Página Principal]

Blogue em 4x4 ] Ciências ] Ensina-me a Viver ] Filosofia e Teologia ] Literatura ] Mundo da Criança ] Notícias e Opinião ] Poesia ]